SEXTO DOMINGO COMUM

Os evangelhos, quando narram os milagres de Jesus, querem mostrar para nós quem Ele é. Jesus se dá a conhecer pelas suas palavras, mas também pela sua ação: os milagres que faz, as curas que realiza.

Quem é Jesus? Aprendemos no catecismo que Jesus é o Filho de Deus que se fez homem, que se tornou um de nós, por causa de nós, pela nossa salvação.

Jesus é Deus e homem. Por isso é poderoso, faz milagres. E o Evangelho nos fala desses milagres: cura doentes, expulsa espíritos maus e até ressuscita mortos.

Mas Jesus não é somente poderoso. Ele é também compassivo. Tem piedade daqueles que sofrem. Participa do sofrimento das pessoas, alivia esse sofrimento.

E, no Evangelho de hoje, Jesus mostra a sua compaixão por aquele que sofre, curando o leproso. A lepra era um mal terrível, deixava o doente à margem da sociedade. E Jesus não quer a marginalização das pessoas.

Quanta confiança tem aquele doente em Jesus: “Se queres, podes purificar-me!”. O leproso confia no poder do Senhor. Jesus se compadece dele e participa do seu sofrimento: toca-o com a mão, apesar das discriminações que havia com relação aos leprosos.

O gesto do leproso de proclamar por toda a parte o poder de Jesus, mostra o quanto ele lhe foi grato. E nos convida à reflexão: nós sabemos ser gratos a Deus, quando recebemos dele tantos favores, tantas graças?

Mas o evangelho quer nos convidar sobretudo a olhar para Jesus como aquele que tem o poder de curar. E a cura das doenças do corpo é símbolo da cura mais profunda, que é a libertação do pecado: “Ele tomou sobre si as nossas iniqüidades”.

A tradição da Igreja costuma ver nessa cura uma alusão ao sacramento da Penitência, seja ao diálogo entre Jesus e o leproso, seja na ordem de apresentar-se ao sacerdote.

Enquanto o sacerdote do A. T. tinha a função de constatar a cura e receber a oferta prescrita, o sacerdote da Igreja é o ministro da cura espiritual no sacramento do perdão.

Cada vez que se celebra o sacramento da Confissão, vai acontecendo as palavras de Jesus: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados”.

Quando o sacerdote, estendendo as mãos sobre aquele que está se confessando, diz: “Eu te absolvo dos teus pecados”, é Jesus mesmo quem perdoa. O sacramento da confissão, recebido com verdadeira consciência, é uma fonte de alegria, como foi para o leproso a sua cura milagrosa.

Quando se vê a Confissão com os olhos da fé e quando se aproxima dela com humildade, dá-se a festa do encontro com Deus.

O próprio fato de o poder de perdoar os pecados ter sido dado à Igreja no dia da Ressurreição, como o grande Dom Pascal de Jesus, mostra que a Confissão é um sacramento que restitui a vida retirada pelo pecado.

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